Como identificar os sinais que podem apontar a existência de uma deficiência na criança

Como identificar os sinais que podem apontar a existência de uma deficiência na criança

Leia com atenção estas informações, você poderá observar e perceber se o seu bebê está fazendo o que é esperado em cada fase de desenvolvimento. Caso o bebê apresente dificuldades, procure o pediatra e informe o que está acontecendo, ele poderá explicar e orientar você sobre o que fazer. Importante lembrar que os comportamentos abaixo (em cada fase), representam o que a maioria dos bebês consegue fazer e que cada bebê apresenta condições diferentes de desenvolvimento. Cabe apenas ao pediatra fazer um diagnóstico.

· Récem-Nascido: Ao nascer, o bebê deita em posição fetal (corpo encolhido), mantendo as mãos fechadas. Reage ao som, a luz e ao toque. É necessário verificar os reflexos colocando-se o dedo na palma da mão ou na planta do pé do recém nascido, o qual tentará agarrá-lo com os dedos. É interessante verificar também os reflexos de Moro e Galant.

· Aos três meses: A partir dos três meses, o bebê consegue sustentar a cabeça, ficar com os braços soltos e as mãos abertas. Começa a sorrir e seguir com os olhos e a cabeça objetos e sons apresentados. Presta atenção ao que está a sua volta e já tenta pegar os objetos mostrados, apesar de não conseguir.

· Aos seis meses: O bebê já é capaz de pegar objetos que vê, combina os movimentos das mãos e olhos, passa os objetos de uma mão para outra. Se colocado de bruços (deitado de barriga para baixo), vira de lado e de barriga para cima sem ajuda. Arrasta-se de barriga para baixo. Começa a descobrir o próprio corpo (é quando leva o pé à boca). Reconhece objetos, manipulando-os e colocando-os na boca. A partir do sexto mês o bebê é capaz de ficar sentado sem apoio.

· Aos nove meses: Nesta fase, o bebê emite sons o tempo todo. Senta sem apoio. Engatinha e fica em pé com apoio.

· Aos doze meses: Ao completar um ano de vida, a criança pode andar sem ajuda. Começa a falar as primeiras palavras e entende as frases mais rotineiras, como “me dá isso”, embora surpreenda-se quando seus pedidos são recusados. Imita o que vê e mostra o que quer com o dedo. É capaz de perceber coisas que estão escondidas. Gosta de brincar de “esconder” e tentar encaixar e empilhar objetos. Já consegue comer sozinho usando as mãos e reconhecer os pais a distância.

· Aos dezoito meses: A criança anda com segurança, porém corre desajeitadamente. Quer subir, abrir e mexer em tudo o que vê. Começa controlar “xixi/cocô” e usar o piniquinho. Fala mais palavras do que no primeiro ano de vida.

· Aos vinte e quatro meses: Com dois anos, a criança corre com segurança, cria situações e histórias novas em suas brincadeiras. Gosta de rabiscar e é capaz de folhear as páginas de um livro.

Tabela de desenvolvimento

Peso
(meninos e meninas)
Altura
(meninos e meninas)
Perímetro Cefálico (meninos e meninas)
nascem com ± 3Kg (até 2,5Kg pode ser normal, mas merece atenção) nascem com 49 a 51cm de comprimento nascem com ± 33 a 35cm
até 6 meses aumentam de 20 a 30g por dia aos 3 meses tem ± 58 a 60cm de comprimento até 3 meses aumentam 2cm por mês
até 6 meses aumentam de 20 a 30g por dia aos 6 meses tem ± 64 a 68cm de comprimento de 3 a 6 meses aumentam 1cm por mês
de 6 a 12 meses aumentam 15 a 25g por dia de 6 a 12 meses ganham 10cm a mais de comprimento de 6 a 12 meses aumentam 0,5cm por mês
De 12 a 24 meses ganham mais 2 a 3Kg De 12 a 24 meses ganham mais 10cm de comprimento De 12 a 24 meses aumentam mais 2cm

Fonte: VERSÃO DMR (PARALISIA CEREBRAL) PARA O Folder elaborado pela APABEX (Associação de Pais Banespianos de Excepcionais), APABB (Associação de Pais e Amigos de Pessoas Portadoras de Funcionários do Banco do Brasil) e AME (Amigos Metroviários dos Excepcionais).

A ausência de certos comportamentos nas idades em que eles deveriam estar presentes, ou sua persistência quando eles não deveriam mais existir, pode indicar problemas no desenvolvimento do bebê. Esses problemas não apontam necessariamente a presença de uma deficiência, mas devem ser comunicados ao pediatra o mais rápido possível.

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